{"id":8199,"date":"2025-02-19T18:55:30","date_gmt":"2025-02-19T21:55:30","guid":{"rendered":"https:\/\/radiopapacaca.com.br\/noar\/?p=8199"},"modified":"2025-02-19T18:55:31","modified_gmt":"2025-02-19T21:55:31","slug":"pesquisadores-da-ufpe-descobrem-nova-especie-de-fungo-em-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiopapacaca.com.br\/noar\/pesquisadores-da-ufpe-descobrem-nova-especie-de-fungo-em-pernambuco\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UFPE descobrem nova esp\u00e9cie de fungo em Pernambuco."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma nova esp\u00e9cie de fungo foi descoberta em Pernambuco por pesquisadores da&nbsp; Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Nomeada Gibellula agroflorestalis, essa esp\u00e9cie se destaca por parasitar aranhas e por ser a primeira do g\u00eanero Gibellula encontrada em sistemas agroflorestais (SAFs) no mundo. A descoberta foi registrada em um artigo publicado na&nbsp; revista cient\u00edfica Journal of Invertebrate Pathology.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os fungos do g\u00eanero Gibellula s\u00e3o conhecidos por infectar exclusivamente aranhas, mas at\u00e9 agora n\u00e3o havia registros desse grupo em Pernambuco, seja em matas naturais ou em agroflorestas.&nbsp;No estudo, foram encontrados 17 isolados de aranhas parasitadas pelo fungo, distribu\u00eddos em tr\u00eas \u00e1reas de sistemas agroflorestais e em um fragmento de Mata Atl\u00e2ntica nos munic\u00edpios de Abreu e Lima (Grande Recife) e Paudalho (Zona da Mata).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cGibellula agroflorestalis apresenta um tapete micelial branco cobrindo a aranha hospedeira, com um ou dois sin\u00eamios brancos emergindo do abd\u00f4men. Seus conidi\u00f3foros verrucosos a globosos diferem em comprimento em rela\u00e7\u00e3o a outras esp\u00e9cies do g\u00eanero. A principal distin\u00e7\u00e3o est\u00e1 nas ves\u00edculas espatuladas a coniformes, enquanto a maioria das esp\u00e9cies possui ves\u00edculas globulares a subglobosas\u201d, descreve Julie Erica da Rocha Alves, primeira autora do artigo, doutoranda em Biologia de Fungos e autora da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado que deu origem a esta pesquisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro diferencial \u00e9 o formato dos con\u00eddios [esporos assexuais], que s\u00e3o lacrimoides a subclavados. A an\u00e1lise do fungo foi realizada por meio de m\u00e9todos de coleta e preserva\u00e7\u00e3o, caracteriza\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica, al\u00e9m de an\u00e1lises&nbsp; moleculares e filogen\u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a do novo fungo nesses ambientes refor\u00e7a a import\u00e2ncia ecol\u00f3gica dos sistemas agroflorestais. Os SAFs s\u00e3o formas sustent\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que combinam \u00e1rvores, cultivos e, \u00e0s vezes, animais, promovendo maior biodiversidade e equil\u00edbrio ecol\u00f3gico.&nbsp; A ocorr\u00eancia desse fungo nesses locais sugere que esses sistemas podem oferecer condi\u00e7\u00f5es ambientais semelhantes \u00e0s das matas naturais, favorecendo a manuten\u00e7\u00e3o de inimigos naturais de pragas e contribuindo para a preserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO novo fungo Gibellula agroflorestalis desempenha um papel fundamental no equil\u00edbrio ecol\u00f3gico dos sistemas agroflorestais e da mata nativa, atuando como um agente natural de controle biol\u00f3gico de aranhas. Embora as aranhas sejam predadoras importantes na regula\u00e7\u00e3o de insetos, suas popula\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m precisam ser controladas para manter o fluxo de energia e a estabilidade do ecossistema\u201d, explica Patr\u00edcia Vieira Tiago, uma das autoras do artigo e professora do Departamento de Micologia do Centro de Bioci\u00eancias (CB).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m assinam o artigo Ana Carla da Silva Santos, p\u00f3s-doutoranda no Departamento de Micologia (CB); Sheila Karine Belo Pedroso, mestranda em Biologia de Fungos; e Roger Fagner Ribeiro Melo, professor do Departamento de Micologia (CB).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Escolha do nome<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nome Gibellula agroflorestalis foi escolhido em homenagem \u00e0s agroflorestas, destacando a relev\u00e2ncia desse modelo de uso da terra para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro aspecto deste estudo foi o envolvimento de agricultores, que passaram a compreender e reconhecer esses organismos na vegeta\u00e7\u00e3o. O aprendizado adquirido por meio do acompanhamento das coletas permitiu que eles percebessem a riqueza biol\u00f3gica presente nos sistemas produtivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Por Di\u00e1rio de Pernambuco<\/strong><\/p>\n<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova esp\u00e9cie de fungo foi descoberta em Pernambuco por pesquisadores da&nbsp; Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Nomeada Gibellula agroflorestalis, essa esp\u00e9cie se destaca por parasitar aranhas e por ser a primeira do g\u00eanero Gibellula encontrada em sistemas agroflorestais (SAFs) no mundo. 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