{"id":3985,"date":"2023-09-02T20:11:33","date_gmt":"2023-09-02T23:11:33","guid":{"rendered":"https:\/\/radiopapacaca.com.br\/noar\/?p=3985"},"modified":"2023-09-02T20:11:34","modified_gmt":"2023-09-02T23:11:34","slug":"producao-de-cana-de-acucar-deve-crescer-5-no-estado-de-alagoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiopapacaca.com.br\/noar\/producao-de-cana-de-acucar-deve-crescer-5-no-estado-de-alagoas\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar deve crescer 5% no estado de Alagoas."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expectativa para a produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar de Alagoas, maior estado produtor do Nordeste, deve ser de 21 milh\u00f5es de toneladas para a safra 2023-2024, que est\u00e1 come\u00e7ando este m\u00eas e vai at\u00e9 mar\u00e7o do pr\u00f3ximo ano. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra de 2022-2023, isso representa 1 milh\u00e3o de toneladas a mais, ou seja, um crescimento de 5%. A previs\u00e3o \u00e9 do presidente do Sindicato da Ind\u00fastria do A\u00e7\u00facar e do \u00c1lcool no Estado de Alagoas (Sinda\u00e7\u00facar-AL), Pedro Rob\u00e9rio Nogueira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO balan\u00e7o que podemos fazer sobre as safras recentes de cana-de-a\u00e7\u00facar em Alagoas pode ser estendido aos \u00faltimos seis anos, quando no primeiro deles descemos ao n\u00edvel muito mais baixo da nossa produ\u00e7\u00e3o que a hist\u00f3ria registrou, de 13 milh\u00f5es de toneladas de cana\u201d, lembrou Nogueira. De acordo com ele, isso aconteceu em decorr\u00eancia da pol\u00edtica nacional de pre\u00e7o de combust\u00edveis, que dificultou a vida de todos do setor no Brasil, e, no caso particular do Nordeste, foi agu\u00e7ado com uma sequ\u00eancia de anos de seca, em que a aus\u00eancia de chuvas esmagou boa parte da cana ainda no campo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPara este ano, a expectativa \u00e9 de uma safra um pouco maior do que anterior pelo conjunto das observa\u00e7\u00f5es do comportamento do clima satisfat\u00f3rio, at\u00e9 o presente momento, e com o esfor\u00e7o empresarial que se vem tendo na dire\u00e7\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o das safras hist\u00f3ricas que Alagoas sempre ostentou\u201d, complementou. Para o presidente do Sinda\u00e7\u00facar-AL, \u00e9 uma expectativa e perspectiva alvissareira no que diz respeito a manter sustentado o aumento da produ\u00e7\u00e3o e com uma safra maior do que a verificada em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. E mantendo a curva de crescimento que vem se verificando nos \u00faltimos seis anos por esfor\u00e7os dos produtores de cana e dos empres\u00e1rios industriais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDa safra de 2016-2017 para c\u00e1, come\u00e7amos a retomar a normalidade clim\u00e1tica e houve um esfor\u00e7o do Governo Federal de normalizar a pol\u00edtica de pre\u00e7os dos combust\u00edveis. Os empres\u00e1rios e produtores de cana deram a resposta correspondente e, nos \u00faltimos seis anos, a gente vem sucessivamente, a cada safra, aumentando a produ\u00e7\u00e3o\u201d, explicou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O crescimento na produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima (cana-de-a\u00e7\u00facar) vem tamb\u00e9m contribuindo para a amplia\u00e7\u00e3o da oferta de biocombust\u00edveis, mantendo o compromisso do setor de aumento da produ\u00e7\u00e3o de etanol. \u201cIsso se d\u00e1 em decorr\u00eancia do aumento da oferta de mat\u00e9ria-prima, que por sua vez reflete na de etanol, e ainda comporta um aumento da produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar para exporta\u00e7\u00e3o, por conta dos nossos tradicionais contratos com esse mercado\u201d, analisou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As expectativas d\u00e3o ao setor a possibilidade de expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis no contexto da sustentabilidade. \u201cSomando-se os fatores clim\u00e1ticos e os pre\u00e7os, que nesse momento est\u00e3o um pouco deprimidos, o panorama permite que se direcione essa op\u00e7\u00e3o maior do etanol em decorr\u00eancia da pol\u00edtica estadual e do regime de ICMS, que recepciona muito bem a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis quando destinada ao mercado interno\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Novas tecnologias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O uso de novas tecnologias e inova\u00e7\u00e3o no setor, para Nogueira, \u00e9 uma quest\u00e3o tamb\u00e9m relevante que se associa ao conjunto de fatores que v\u00eam permitindo o crescimento sustentado da produ\u00e7\u00e3o de cana e da produ\u00e7\u00e3o industrial do Estado de Alagoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Nogueira, Alagoas j\u00e1 pratica, por exemplo, h\u00e1 d\u00e9cadas a irriga\u00e7\u00e3o plena com a complementar, mas o estado precisa ter assegurado um suprimento h\u00eddrico muito mais regular e intensivo na cana-de-a\u00e7\u00facar, com \u00e1gua e fertilizante, que \u00e9 o processo de fertirriga\u00e7\u00e3o (aplica\u00e7\u00e3o de fertilizantes via \u00e1gua de irriga\u00e7\u00e3o, difere significativamente da aplica\u00e7\u00e3o via solo, em especial por acelerar o ciclo dos nutrientes utilizados), muito oneroso, que requereria um aporte relevante de poupan\u00e7a externa, para que isso se desse com maior velocidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs empres\u00e1rios, no entanto, v\u00eam desenvolvendo isso paulatinamente de forma que a cada safra, aumenta-se essa \u00e1rea de fertirriga\u00e7\u00e3o plena e que, associada ao uso de novas variedades de cana que o programa Ridesa (Rede Interuniversit\u00e1ria para o Desenvolvimento do Setor Sucroenerg\u00e9tico) disponibiliza, faz com que a produtividade agr\u00edcola venha crescendo e, por outro lado, canas com mais riqueza que traduzem maiores produ\u00e7\u00f5es industriais finais\u201d, detalhou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os usos de tecnologia e inova\u00e7\u00e3o pelo setor, acrescentou ele, passaram a ser tamb\u00e9m um processo abra\u00e7ado pelos produtores alagoanos e que, associado \u00e0s regularidades clim\u00e1ticas, v\u00eam dando sustentabilidade ao momento de produ\u00e7\u00e3o global de cana-de-a\u00e7\u00facar com o uso cada vez menor de \u00e1reas topogr\u00e1ficas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Desde o governo estadual passado, o setor sucroenerg\u00e9tico alagoano estabeleceu uma parceria com o Executivo que vem permitindo certa estabilidade na pol\u00edtica fiscal e na pol\u00edtica tribut\u00e1ria. Este acordo vem propiciando aos empres\u00e1rios um horizonte conhecido, transparente e est\u00e1vel na pol\u00edtica de rendas decorrentes do pre\u00e7o em fun\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica tribut\u00e1ria do novo regime do ICMS implantado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNossos pleitos foram atendidos, todos est\u00e3o em pleno funcionamento e nesse momento estamos conversando com o Governo do Estado de forma que essas conquistas obtidas \u2013 nesse entendimento que o governo teve de ajuste nessa pol\u00edtica fiscal do ICMS \u2013 n\u00e3o sejam de forma muito radical subtra\u00edda por ocasi\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria que est\u00e1 em curso\u201d, lembrou. Cabe ao setor agora aguardar o desfecho da reforma tribut\u00e1ria para manter essa renda, que adv\u00e9m, de forma saud\u00e1vel, do sistema tribut\u00e1rio instalado em Alagoas desde 2018.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Semin\u00e1rio internacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pedro Rob\u00e9rio Nogueira foi convidado para presidir o 32\u00ba Semin\u00e1rio Internacional da ISO \u2013 Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do A\u00e7\u00facar (OIA), que ser\u00e1 realizado em Londres, Inglaterra, em novembro. \u201cEnxergo esse contive como um alargamento de organismos fora do Nordeste, e at\u00e9 do Brasil, no reconhecimento desse trabalho, desse esfor\u00e7o na profissionaliza\u00e7\u00e3o institucional instalada em Alagoas\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao sabe do convite, compartilhou sua satisfa\u00e7\u00e3o com os produtores de Alagoas e do Nordeste. \u201cVou me esfor\u00e7ar para que o desempenho como chairman nesse evento d\u00ea o brilho que o esfor\u00e7o empresarial para a produ\u00e7\u00e3o de Alagoas merece ter aos olhos de tantos quanto militam nesse setor no estado, no Brasil e no mundo\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Da Folha\/PE<\/strong><\/p>\n<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expectativa para a produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar de Alagoas, maior estado produtor do Nordeste, deve ser de 21 milh\u00f5es de toneladas para a safra 2023-2024, que est\u00e1 come\u00e7ando este m\u00eas e vai at\u00e9 mar\u00e7o do pr\u00f3ximo ano. 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