{"id":3741,"date":"2023-08-02T22:08:18","date_gmt":"2023-08-03T01:08:18","guid":{"rendered":"https:\/\/radiopapacaca.com.br\/noar\/?p=3741"},"modified":"2023-08-02T22:08:20","modified_gmt":"2023-08-03T01:08:20","slug":"brasil-tem-32-mil-criancas-e-adolescentes-afastados-do-convivio-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiopapacaca.com.br\/noar\/brasil-tem-32-mil-criancas-e-adolescentes-afastados-do-convivio-familiar\/","title":{"rendered":"Brasil tem 32 mil crian\u00e7as e adolescentes afastados do conv\u00edvio familiar."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um relat\u00f3rio divulgado nesta quarta-feira (2) pela organiza\u00e7\u00e3o Aldeias Infantis SOS revelou que 32 mil crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o vivendo em servi\u00e7os de acolhimento, afastadas do conv\u00edvio familiar, em todo o pa\u00eds. Segundo o documento, as regi\u00f5es Sudeste e Sul concentram oito em cada dez dessas crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTemos, nas duas regi\u00f5es mais desenvolvidas e mais ricas do pa\u00eds, mais crian\u00e7as e adolescentes afastados da fam\u00edlia por desassist\u00eancia do Estado, ou da sociedade, ou de ambos\u201d, disse o coordenador geral do Instituto Bem Cuidar, Jos\u00e9 Carlos Sturza de Moraes, durante a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Moraes ressaltou que seis em cada dez crian\u00e7as e adolescentes abrigados n\u00e3o recebem visita familiar. Apesar da falta de v\u00ednculo, a pesquisa mostra que muitos querem voltar a morar com a fam\u00edlia ou, pelo menos, retomar o contato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo&nbsp;<em>Vozes (in)escutadas e rompimento de v\u00ednculos: pesquisa sobre crian\u00e7as e adolescentes em cuidados alternativos, egressos\/as e risco a perda de cuidado parental no Brasil<\/em>&nbsp;foi elaborado pelo Instituto Bem Cuidar e divulgado hoje na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunica\u00e7\u00e3o (FapCom), em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os principais fatores que os levaram para os servi\u00e7os de acolhimento est\u00e3o a neglig\u00eancia e a viol\u00eancia f\u00edsica ou psicol\u00f3gica. Em uma escala que variou entre 0 e 10, a neglig\u00eancia apareceu com \u00edndice de 9,21, sendo o maior motivador de acolhimento em todas as regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso da neglig\u00eancia, o estudo revelou que isso n\u00e3o pode ser atribu\u00eddo exclusivamente \u00e0s fam\u00edlias, mas est\u00e1 tamb\u00e9m relacionado \u00e0 falta de acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas b\u00e1sicas, como aus\u00eancia de vagas em creches e inseguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na segunda posi\u00e7\u00e3o, est\u00e1 a viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica, que obteve 8,27 no \u00edndice. Em seguida, aparece a depend\u00eancia qu\u00edmica do respons\u00e1vel pela crian\u00e7a ou adolescente, com 7,89. De acordo com a pesquisa, muitas viol\u00eancias est\u00e3o relacionadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o sexual (5,48) e \u00e0 inseguran\u00e7a alimentar (5,21), fator diretamente associado \u00e0 pobreza. J\u00e1 a orfandade obteve a menor pontua\u00e7\u00e3o: 4,15 na m\u00e9dia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Perfil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o relat\u00f3rio, 25% das crian\u00e7as e adolescentes que vivem em acolhimentos t\u00eam at\u00e9 5 anos; 27% t\u00eam de 6 a 11 anos e 5%, 18 anos ou mais. A maioria deles (44% do total) tem idade entre 12 e 17 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o no estudo \u00e9 que quase 40% dos jovens estiveram em situa\u00e7\u00e3o de acolhimento por mais de 18 meses, per\u00edodo que \u00e9 superior ao estabelecido pela legisla\u00e7\u00e3o. Entre esses casos, meninos e aqueles que se autodeclararam negros foram os mais afetados. Al\u00e9m disso, cerca de 60% dos entrevistados passaram por mais de um servi\u00e7o de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs resultados da pesquisa s\u00e3o reveladores e destacam a necessidade de uma a\u00e7\u00e3o urgente para garantir melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas para fam\u00edlias em risco de ruptura de v\u00ednculos, melhor atendimento \u00e0s crian\u00e7as e adolescentes em servi\u00e7os de cuidados alternativos e apoio continuado \u00e0s juventudes que sa\u00edram desses servi\u00e7os\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo&nbsp;foi feito no per\u00edodo de novembro do ano passado a mar\u00e7o deste ano em 23 estados e no Distrito Federal. Nesse per\u00edodo, foram ouvidos mais de 350 crian\u00e7as e adolescentes sob a guarda do Estado, acolhidos em casas, lares e abrigos p\u00fablicos e de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Da Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um relat\u00f3rio divulgado nesta quarta-feira (2) pela organiza\u00e7\u00e3o Aldeias Infantis SOS revelou que 32 mil crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o vivendo em servi\u00e7os de acolhimento, afastadas do conv\u00edvio familiar, em todo o pa\u00eds. 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